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sábado, 12 de dezembro de 2009

Consumidor e Sustentabilidade


Muitas empresas ainda não se deram conta de que daqui para frente, não bastará ter produtos e serviços de qualidade, a bons preços e oferecidos com bom atendimento. Será preciso, também, que esses sejam percebidos como tendo sido produzidos por uma empresa responsável com as questões sociais e ambientais. Como diz Philip Kotler, os consumidores julgarão, cada vez mais, as companhias por seu desempenho com respeito ao uso sábio e eficiente dos materiais e dos processos de produção.
A equação é clara, a maioria das empresas ainda não despertou ou não sabe como trabalhar essa nova exigência do mercado consumidor, especialmente no Brasil onde 92% da população se diz preocupada com as conseqüências das mudanças climáticas. É bom ressaltar que o conceito de sustentabilidade não deve ser confundido ou usado como sinônimo de ecológico. Entre um e outro, são várias as diferenças, todavia nada impede que produtos ecológicos sejam sustentáveis, desde que fabricados por empresas que possuam ações sociais e ambientais relacionadas aos seus negócios, preocupadas com o planeta, com seus colaboradores e consumidores e que seguem princípios éticos e de justiça.
De um lado, consumidores exigentes e preocupados com as mudanças climáticas do planeta. Do outro, empresas buscando inovação, resultados positivos e novos mercados. É fácil constatar e as pesquisas comprovam, enquanto 52% dos consumidores estão dispostos a comprar produtos de fabricantes que não agridem o meio ambiente mesmo que sejam mais caros (de acordo com pesquisa IBOPE, set/2007), 76% das empresas admitem que não conhecem as preocupações de seus clientes com responsabilidade socioambiental (dados IBM, jan/2008).
É incontestável que os consumidores brasileiros estão entre os que mais prezam as questões ambientais. Na pesquisa Pew Research Center, divulgada em novembro de 2008 e realizada mundialmente, eles são os mais preocupados com o aquecimento global. E eles também sinalizam, por mais de 60%, que é papel da grande empresa colaborar, ativamente, para o desenvolvimento da sociedade, como indica a pesquisa realizada pelos institutos Akatu, de consumo consicente, e Ethos, de empresas e responsabilidade social.
A conjuntura é absolutamente favorável para as empresas buscarem um novo diferencial competitivo e a preferência dos consumidores, incorporando em seu planejamento estratégico a ética, adotando práticas de sustentabilidade e excluindo da sua cadeia de fornecedores os que não estejam fundamentados em responsabilidade social, planetária e empresarial.
Nesta tendência, de acordo com pesquisa TNS, de 2008, 95% dos brasileiros aprovariam que o setor varejista realizasse uma seleção prévia de produtos, excluindo das gôndolas aqueles produtos que agridem o meio ambiente ("choice editing“). O número está acima da média mundial, de 71%.
O que as empresas estão fazendo para atender o desejo do consumidor no sentido de colaborar de forma objetiva e genuína a construir um mundo melhor?



O que é sustentabilidade ?


Colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes após sete gerações futuras.
O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas.

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:


ecologicamente correto;
economicamente viável;
socialmente justo; e
culturalmente aceito
.


Novos materiais podem ajudar na captura de carbono

Pesquisadores dizem ter criado novo material capaz de absorver dióxido de carbono de forma mais eficaz que métodos utilizados atualmente (Foto: Kevin Riddell/The New York Times)

Químicos da Universidade da Califórnia criaram material chamado MOF.Material é composto por estrutura metal-orgânica capaz de absorver o gás.


Do 'New York Times'


Para sequestrar dióxido de carbono (CO2) como parte de qualquer estratégia de suavização da mudança climática, o gás precisa primeiro ser capturado da chaminé de uma usina de energia, ou outra fonte. O próximo passo é igualmente importante. O CO2 deve ser liberado do local onde foi capturado, para que possa ser bombeado para abaixo da terra, ou armazenado para longo prazo. De um ponto de vista de energia, esse segundo passo pode ser muito caro. Os materiais atualmente usados para capturar CO2 precisam ser aquecidos para liberar o gás. Porém, químicos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, dizem que uma nova classe de materiais desenvolvida por eles, chamada estrutura metal-orgânica, ou MOF (da sigla em Inglês), promete ajudar a captura do carbono.

Num artigo publicado em "The Proceedings of the National Academy of Sciences", Omar M. Yaghi e colegas descrevem o desempenho de um MOF, que, segundo eles, pode liberar a maior parte do CO2 capturado a temperatura ambiente. Yaghi descreve uma estrutura metal-orgânica como uma “esponja cristalina”, um reticulado híbrido de compostos orgânicos e átomos metálicos que possui uma enorme área de superfície interna – onde as moléculas de gás podem ser absorvidas.


O MOF usado no estudo contém átomos de magnésio, “que criam exatamente o ambiente correto para unir dióxido de carbono”, disse ele
Em experimentos, o material separou o CO2 enquanto permitia a passagem do metano. O que foi realmente surpreendente, entretanto, é que 87% do CO2 pôde ser liberado em temperatura ambiente.

E, se desejado, os 13% restantes poderiam ser liberados numa temperatura de 80 graus Celsius – muito abaixo das temperaturas exigidas atualmente.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Publicação do Ethos mostra como as empresas podem atuar em favor da sustentabilidade das cidades




O Instituto Ethos lançou nesta terça-feira, 1º. de dezembro de 2009, em São Paulo, a publicação Cidades Sustentáveis: Como as Empresas Podem Contribuir. Trata-se de um compilado de experiências reais de empresas de várias partes do Brasil feito com o propósito de inspirar outras corporações a interferir positivamente no destino das cidades, de forma a colaborar para torná-las econômica, social e ambientalmente justas. A publicação reúne, ainda, o histórico de movimentos da sociedade civil criados em diferentes municípios do país para também em busca da sustentabilidade urbana, com efetiva participação do empresariado. Assim, os capítulos focam em duas vertentes de participação das corporações: contribuindo com iniciativas ligadas à sua cadeia produtiva ou à comunidade do entorno e concebendo e/ou dando apoio a movimentos da sociedade que atuam com foco no acompanhamento da condução das políticas públicas. O exemplo mais emblemático é o do Movimento Nossa São Paulo, primeira iniciativa do gênero no país, que o Instituto Ethos ajudou a promover e conta com o apoio de empresários e a participação de uma ampla rede de agentes sociais em favor de uma São Paulo segura, saudável, bonita, solidária e realmente democrática. Lançado em 2007, é hoje uma força política, social e econômica capaz de comprometer governantes e a população com um programa de metas voltado para a construção de uma cidade sustentável e que contempla necessariamente a boa condução da gestão do município.





Rede brasileira





A publicação relata como o Nossa São Paulo dialoga com a metodologia e os preceitos técnicos do pioneiro Bogotá Cómo Vamos – que desde 1997 promove transformações e resultados relevantes e duradouros na capital colombiana. A obra descreve, ainda, o surgimento de diferentes movimentos pelo Brasil, os quais formaram em 2008 a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, a fim de compartilhar experiências e fortalecer o desempenho mútuo. Além disso, empresários também dizem por que e como participam de intervenções como estas, incentivando outros líderes a praticar a cidadania corporativa. A última parte de Cidades Sustentáveis: Como as Empresas Podem Contribuir dedica-se à gestão sustentável do negócio em benefício dos municípios brasileiros. Descreve uma série de intervenções exemplares de empresas na cadeia de produção e na comunidade das cercanias, com impacto positivo na vida das cidades, tais como: formação profissionalizante, criação de trabalho e renda, incentivo à cultura, educação, inclusão social, mobilidade urbana, preservação de recursos naturais e tratamento de resíduos.





Por Fabiana Pereira e Solange Barreira (P&B Comunicação) / Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos)




sábado, 21 de novembro de 2009

Desenvolva uma carreira verde

Frederico Cintra, 34 anos, do HSBC, entre copos plásticos usados: nova consciência


O tema sustentabilidade é cada vez mais parte do mundo corporativo e vai afetar a carreira de todo e qualquer profissional.

Em março deste ano, Frederico Cintra, de 34 anos, especialista de produtos da área jurídica do HSBC, passsou 15 dias no Centro Climático do banco, no litoral do Paraná. Localizado em plena mata atlântica, o centro ajuda funcionários da instituição financeira a entender o aquecimento global com trabalhos de campo. Os profissionais aprendem como a sustentabilidade afeta os negócios do banco e onde estão as oportunidades de melhoria. "Voltei ao trabalho em São Paulo com outra visão", diz Frederico. Desde então, ele elaborou um projeto de conscientização para os colegas de sua unidade, para reduzir o uso de papel e copos de plástico."Além do respeito ao meio ambiente, o envolvimento dos funcionários trará redução de custos para o banco".

(...)
O tema sustentabilidade faz cada vez mais parte do mundo corporativo e vai afetar a carreira de todos os profissionais. O projeto do HSBC mostra que as empresas não só estão preocupadas com o assunto, como querem engajar os funcionários no debate, fazendo-os entender a importância dele para, no futuro, transformá-lo em competência a ser exigida. "Depois de entender a grandiosidade do projeto, vem o aprendizado pessoal. Daí, passo a ser rensponsável por disseminar isso no trabalho, em casa, na roda de amigos", diz Frederico. "O profissional do futuro é o profissional sustentável", diz Claudia Malschitzky, diretora do Instituto HSBC solidariedade. "Clientes, comunidades e parceiros esperam essa atitude."

Incluir a sustentabilidade nas práticas de negócios é, basicamente, buscar resultados sem comprometer a perenidade da empresa nem prejudicar a sociedade ou o meio ambiente.


No jargão da da responsabilidade corporativa, usa-se o termo PPP (people, planet, profit, em inglês, ou seja, pessoas, planeta e lucro).
(...)
O que vai acontecer a partir de agora, prevê o consultor Luiz Eduardo, é que mais empresas passarão a incorporar o conceito em sua missão e irão aplicá-lo no planejamento estratégico. Essa mudança faz com que a sustentabilidade passe a ser vista como um valor para o negócio - e as empresas vão passar a exigir que os profissionais o pratiquem. É por isso que a sustentabilidade tem a ver com carreira. "Isso não é discursso, já está acontecendo", diz Luiz Eduardo. "Todos terão que ter este conceito muito claro na cabeça. "O profissional deve olhar para a sustentabilidade independentemente de sua função".


por JOANA PORTO (redacao.vocesa@abril.com.br)
WriteAutor('JOANA PORTO');
10/10/2009

fonte: Você S/A. São Paulo: Abril, Edição 136, out. 2009.
www.vocesa.com.br





quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calçados Moleca lança linha de sapatilhas com foco na sustentabilidade







Imagem: divulgação – Ecobag Moleca
Um mundo sustentável, mais limpo e melhor. Pensando assim, a Moleca associou moda com a necessidade de cuidar melhor do nosso planeta.
A marca Moleca, produzida pela Calçados Beira Rio S/A, de Novo Hamburgo/RS, inseriu em seu mix de produtos, uma linha especial com foco na sustentabilidade. As sapatilhas da linha 5720-109 recebem a companhia de uma ecobag (sacola ecológica), desenvolvida em algodão especial , tratado sem corantes ou outros agentes quí­micos .

“As sapatilhas com a ecobag chegam ao mercado brasileiro em edição especial. Na visão antenada da marca, estar na moda hoje em dia, é ter também, hábitos ecológicos corretos e responsáveis” diz a relações públicas Daniela Feldens, da Calçados Beira Rio S/A, detentora da marca.

De olho nos novos hábitos de consumo das mulheres, a Moleca faz a sua parte, oferecendo produtos modernos, construí­dos com muito conforto e conectados com a preservação do nosso mundo. Tanto a marca como suas consumidoras, acreditam que consumir produtos responsáveis faz bem.

A ecobag foi desenvolvida com o intuito de preencher uma necessidade premente em nosso cotidiano: a redução do consumo de sacolas plásticas, principalmente sacolas de supermercado, que quando descartadas no ambiente, além de não possuí­rem propriedades biodegradá¡veis, ainda contribuem de forma danosa, provocando entupimentos nos canais de absorção e escoamento deáguas pluviais, causando alagamentos.

Sustentabilidade é mais um diferencial que a Moleca agrega aos seus produtos. Nada melhor do que ajudar o planeta fazendo moda.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O que é o Marketing Verde ?



•Marketing ambiental pode ser conceituado como uma modalidade que visa enfocar as necessidades de consumidores ecologicamente conscientes e contribuir para a criação de uma sociedade sustentável (Valério 2005).


O Marketing Ambiental, também conhecido como Marketing Verde, Ecologicamente Correto ou Ecomarketing, extrapola a mera publicidade ou divulgação dos produtos ou serviços oferecidos por empresas que querem veicular na mídia e no meio profissional ou para o consumidor a aplicação de métodos ambientalmente corretos aplicados ao seu gerenciamento interno ou na produção ou prestação de serviços.


•Quando a empresa torna-se uma ecoempresa, ela vende mais do que produtos e serviços de qualidade, vende uma nova alternativa.




Francisco Raniere de Lima Aguiar
Graduando em Engenharia de Produção – UFCG
Administração - FACISA

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem concorda com Esteve Jobs ?

"Não adianta nada uma empresa dizer que tem um edifício verde se seus produtos são famintos por energia" Steve Jobs - fundador da Apple

Frase como esta nos dão gás para continuar o trabalho de conscientização e divulgação da sustentabilidade.


fonte: http://www.examepme.com.br/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Empresas criam bolsa carteiro com placa solar

sun-bag.jpg
A bolsa carrega os gadgets enquanto o usuário caminha pela cidade/Foto: Divulgação

A empresa de desenvolvimento de placas fotovoltaicas Konarka, em parceria com a varejista alemã Neuber, desenvolveu uma bolsa estilo carteiro dotada de painéis solares de 1.4W. A Energy Sun-Bags é leve e pode recarregar gadgets e pequenos equipamentos eletrônicos enquanto o usuário se desloca pela cidade.

Celulares, câmeras digitais, mp3 players e diversos outros aparelhos portáteis que necessitam de uma fonte de alimentação de carga de até 5V a 600mA podem ter suas baterias carregadas com a energia solar produzida pela bolsa.

E quem pensou que uma placa solar tornaria a bolsa excessivamente pesada, se enganou. O produto pesa apenas 500 gramas incluindo o painel solar, bateria e os cabos de recarga.

O produto já está a venda e os interessados podem escolher entre as 37 opções de cor ou ainda optar por uma impressão personalizada – ideal para empresas que queiram estampar suas logomarcas no produto.

A compra pode ser feita pela internet e cada bolsa custa €118,90.

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*Via EcoDesenvolvimento.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Empresários e o meio ambiente

Adoção de práticas verdes vem norteando planejamento estratégico
Se, até poucos anos atrás, os empresários do mundo, em especial os do Brasil, pouco se importavam com o meio ambiente, agora temos sinais claros de que essa mentalidade está mudando. O International Business Report 2009, pesquisa anual feita pela Grant Thornton International, com 7.200 empresas privadas de capital fechado (ou privately held businesses, PHBs) de 36 países, inclusive o Brasil, mostra que pelo menos 51% do total das companhias estão dispostas a abrir mão de parte dos seus lucros para proteger o meio ambiente. É uma grande mudança de paradigma. Entre os brasileiros, o índice de empresários dispostos a perder parte da rentabilidade em prol da sustentabilidade é um pouco menor do que a média mundial, chegando a 43%. Mas é um número bem alto, se comparado ao que se via no passado, inclusive em anos mais recentes.

Percebe-se claramente que a adoção de práticas verdes e de produção limpa vem norteando o planejamento estratégico de um número cada vez maior de empresas, de todos os tamanhos e setores. Esse processo de evolução da sociedade com relação ao meio ambiente mostra, principalmente, que o meio empresarial está percebendo que o consumidor está cada vez mais preocupado com as questões ligadas à sustentabilidade e está mais exigente também. A tendência é que a pressão dos consumidores aumente nos próximos anos, levando o setor produtivo a mudar de atitude, nem que seja apenas para a preservação do próprio negócio. De qualquer forma, quem sai ganhando é o meio ambiente.

Há mais um dado que merece ser destacado nesta análise. Esses empresários perceberam que, se não cuidarem da sustentabilidade, no futuro itens como matéria-prima e água poderão ficar cada vez mais caros e escassos, elevando os custos e, consequentemente, diminuindo a rentabilidade e a produção. A pesquisa da Grant Thornton International mostra também que, entre todos os empresários ouvidos na América Latina, 56% garantem que adotariam práticas ambientalmente corretas. Já 37% preferem manter a rentabilidade. O Chile é o país com maior preocupação ambiental (89%) , seguido da Argentina (80%) e do México (60%). A região da Ásia Oriental concentra o maior número de empresários dispostos a defender o meio ambiente (61%).

Em uma outra pergunta da pesquisa, à qual os empresários deveriam responder se consideravam que a comunidade empresarial do seu país se preocupa ou não com o meio ambiente, foi feita uma média entre as respostas positivas e as negativas. A média mundial foi de 30%. Entre os brasileiros, esse número foi de 34%. Isso demonstra, mais uma vez, que o executivo brasileiro se importa cada vez mais com a sustentabilidade, com as práticas verdes. Na Argentina, no entanto, os números não são bons, pois foi o país onde essa percepção foi mais negativa - o índice final ficou em -34%. É interessante notar que nos países onde a percepção com a preocupação ambiental foi baixa, como no caso da Argentina, Turquia, Grécia e China, os empresários estão mais dispostos a abrir mão do lucro para melhorar o meio ambiente.

A pesquisa deixa claro que o lucro não é, obviamente, o único fator que conduz as práticas empresariais. Além da ética e da preocupação social do emprego, agora também chama a atenção o meio ambiente. Restará às empresas que ainda não atentaram a esse grande assunto rever seus planejamentos e inserirem-se no conceito de entidades que respeitam o meio ambiente. Sem dúvida, esse será um dos fatores importantes no sucesso dessas organizações.